terça-feira, 17 de março de 2009

A viagem vai ser longa

O que é mais importante?
Não importa. Depois da peregrinação e de me molhar na chuva é hora de colocar pontos e aproveitar a viagem.
No ônibus - Uma mãe carregava uma filha. A menina, 10 anos, alguma paralisia e sua bela mãe guerreira. Naquela manhã, mãe e filha entravam em seu segundo ônibus, trocavam de veículo no terminal Veiga Jardim. O destino era o Centro de Aparecida de Goiânia - ontem, eu soube: algumas experiências são duras de mais para quem não está pronto.
No mesmo ônibus um homem carregava algumas rosas e várias sacolas do Tatico. Para onde iria?Do que gosta? Quais são seus sonhos? Por sorte um ou outro me conta.
Ontem, chorei...
O jornalismo não vale tudo.
Naquela tarde um menino, desprotegido, 10 anos- mas qualquer um daria menos- me fez chorar.

domingo, 1 de março de 2009

Coragem

Falta coragem para terminar meu segundo trabalho de JL. Ele está aqui quase com o ponto final mas falta a tal coragem ... JL não é assim tão simples. A cada mergulho se ganha algo e se perde também. Encontros, desencontros e muitas histórias acabam eternizadas nos perfis, nas reportagens e nos momentos de troca. Em JL se fica na vida de alguém por mais que um instante é preciso compreender, humanizar e trocar experiências. Espero que o meu "eu" interior possa me salvar nessa reta final e que ele abra os espaços como o profetizado no último encontro.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Pensamento do dia


Desaparecido: Eu acredito e? Basta um encontro no ônibus para eu saber que o desaparecido está mais para aparecido, bem aqui debaixo dos meus olhos. Bem que dizem que o pior cego é aquele que não quer ver.
Lágrimas: Dói... Mas vai ter que acabar. Decretado o fim de algo que nunca existiu. “ Adeus ilusão”
Espera: Estou muito jovem para esperar pela eternidade, rs
Odeio arroz queimado!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Surpresas

Por mais que os acontecimentos da vida pareçam repetitivos existem sempre elementos capazes de nos surpreender. Hoje, foi um desses dias, acidentes,estupros, roubos, furtos, foragidos recapturados e ... O mesmo de sempre para quem escreve para uma editoria de polícia. Só que a sutileza das histórias as vezes me comovem.
Fiquei asssustada quando uma delegada me relatou a história de uma garota estuprada às 4 horas da madrugada de hoje. Porque? Ela estava na rua, porque pensava que era hora de ir para escola. A família de tão pobre não tem relógio e por este detalhe a mãe em sua imprecisão mediu e analisou o tempo errado e mandou a filha para rua muito antes da hora certa.
A garota foi agarrada e levada por um casal, que passava naquela hora pelo ponto onde a menina aguardava a amiga. A menina acabou sendo violentada.
Casos em que envolve crianças sempre me chocam. Sempre.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Acabou



Hoje volto para o trabalho. E agora? As férias acabaram e eu ainda não consegui finalizar o meu segundo trabalho de Jornalismo Literário.
Na foto Edvaldo em seu momento aula. Essa cena não se repete mais esse ano.