quarta-feira, 19 de agosto de 2009

E o povo Lulou

Os rostos estavam pintados de verde, amarelo e preto. Idosos, crianças, mães, pais, jovens, deficientes físicos... A massa estava lá e além da esperança elas traziam no olhar, havia também a expectativa por um momento mágico no encontro com presidente Lula. Eu queria chegar em cada pessoa que estava ali e tentar compreender o que aquele homem significava para elas.

Foi só me aproximar da grade e começar a conversar com uma criança, que várias pessoas chegaram até a mim com um convite em mãos. Elas haviam se cadastrado no programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida e talvez por isso tenham recebido a cartinha do prefeito Iris, em suas casas. Na carta uma espécie de convocação para ver o presidente. Na cabeça de muitas delas era uma possibilidade de garantir a casa própria. Como? Elas acreditavam que estarem ali, na tarde da quinta 13, de agosto, possibilitaria a elas uma vaga no programa do governo.
" O lula é muito bom pra gente!" O menino Gabriel, com lágrimas nos olhos, resumia sua ida até a praça cívica. Ele queria ver de perto o homem que estava mudando a vida deles. Filho de uma mãe deficiente física, catadora de papel e sonhadora. A mãe do pequeno Gabriel sonha em ver os três filhos doutores e com sua casa própria. Para eles o Lula se resume em esperança.
Naquele dia eu vi apenas um líder carismático e um povo hipnotizado por uma espécie de mito.

Um comentário:

crowmellreich disse...

Os mitos fazem muito mal a um povo, pois os mitos são fabricados por si mesmo. Hitler era um mito na Alemanha, Stalin na URSS. Hoje sabemos que eram simplesmentes assassinos. Na época também se sabia, mas eles tinham comprado mentes e corações por meio da miséria do povo.