sábado, 18 de dezembro de 2010

Guilherme Arantes - Lindo Balão Azul

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Uma carta para o futuro

Topei, no ano passado, motivada pela amiga, Ana Carolina Carvalho, participar de uma brincadeira que se chama Uma Carta para o Futuro. E hoje abri a minha carta destinada ao ano de 2010. Decidi dividi-la por meses, não sei se isto foi bom ou ruim, porque o engraçado, desta história, é que eu tinha um fôlego surpreendente para o primeiro semestre deste ano e faltou esperanças e projetos para o segundo semestre.
Não faltaram projetos, muitos deles pareciam até impossíveis, como aquisição do meu carro no final deste ano, que veio no meu aniversário e não no Natal como foi planejado. Por via das dúvidas, tudo que desejei de 2010 coloquei no papel e torci para que naquela carta, os sonhos e a oração contida pudessem por um momento ser realidade. Era meu desejo trabalhando para que o universo conspirasse ao meu favor. Muita coisa deixou de acontecer e outras inimagináveis ocorreram.
A carta não é um milagre, mas projetar e planejar é sim uma arte que nós humanos podemos e devemos fazer. Entre o que poderia chamar de milagre, incluiria encontrar minha alma gêmea, o milagre não ocorreu e ela não veio. Quer saber não estou sofrendo por isso, até porque, foi em 2010 que conheci pessoas especiais e mágicas, dignas de encontros encantados, mas que por essas incertezas do destino não servem para ficar, são apenas para lembrar o quanto é bom viver.
Na minha carta prometi que começaria a estudar para concursos públicos e em nenhum momento de 2010 me aproximei disto, mas a mesma insatisfação que me levou a desejar estudar por algo estável, continua presente. Disse que perderia 8 kg e perdi 4, a metade do planejado. Cheguei a perder 6, mas infelizmente recuperei 2kg. Essa promessa vou renovar e quero eliminar outros 6 quilos neste 2011. 
Agora, começo a planejar e projetar o meu 2011 e nele coloco meus sonhos e minha fé para que seja ainda melhor que 2010. 

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Uma sexta ao lado de L

 Na tarde, de julho, em que conheci o autista, surdo e mudo L. de 15 anos, em sua casa, ele estava em crise de agressividade e  acompanhado da mãe que tinha um rosto triste e cansado. Saímos da redação umas 16h30 à procura do endereço, levamos cerca de 40 minutos para encontrar a pequena casa, de três cômodos - quarto, sala e cozinha.  Lá, existia uma realidade inimaginável, de dor e sofrimento. Momentos que nos fazem questionar uma série de  de porquês e no final saímos da experiência sem qualquer tipo de resposta palpável.

Fiquei com o coração cheio de amor, tristeza e dor. Sim, senti dor, pois foi a primeira vez que olhei diretamente para ela. 
L.15 anos é gigante, moreno, agitado, melancólico, amável, tinha olheiras enormes, a boca constantemente aberta e uma mania de se auto flagelar. Enquanto conversava com  sua mãe, amparada pela grade do portão, pois tive muito medo da força do garoto, ele nos observava. L. batia na mãe constantemente, dia e noite, estivesse ela acordada ou dormindo, e no irmão de 12 anos.

As vezes era amarrado dentro de casa, outras levado com camisa de força para uma emergência psiquiátrica, mas a grande verdade, depois de seis meses conhecendo aquela família, é que ninguém sabia ou conseguia cuidar do garoto.
Agora, em dezembro, tudo piorou...

_ Ana Carolina?
- Sim.
-Aqui é a Silvana que fui ao jornal para conseguir informações sobre o L.15 anos. Você lembra?
- Claro, você tem alguma novidade sobre ele?
- A mãe dele está internada no hospital, ainda não sei qual é. 

Do que me lembro é que L.15 anos e especialmente sua mãe, mexeram demais comigo e dormi preocupada, naquela noite de quinta-feira. Acho que cheguei a sonhar com eles, mas não tenho certeza.

Ora, no outro dia, fui acordada por Silvana e a notícia era assustadora. J.M. 45 anos tinha  sofrido uma parada cardíaca e estava respirando com ajuda de aparelhos, o motivo é que sua bronquite e seu estado de saúde delicado se agravaram. A mãe refém do destino e de seu filho doente, está (porque ela continua) internada, na UTI da Santa Casa. 

Pelo que soube JM, estava com a pressão alta e com o coração apertado e angustiado por deixar as crianças sozinhas. Naquele dia mesmo, decidi que precisava ajuda-los e o único jeito, que conheço é escrevendo. Liguei para o meu editor, depois peguei o meu carro e fui para a pequena casa do Jardim América, onde os irmãos estavam sozinhos e sendo amparados pela nova amiga.

Desta vez, tive coragem e passei mais de duas horas dentro da casa da família. E sabe que senti um carinho e um amor puro, depois que L.15 anos, segurou minha mão direita, me cheirou, brincou com os meus sapatos e com a caneta que estava em minhas mãos.  Ele é uma criança querendo colo e atenção.

Fiz a matéria, saiu no sábado no Jornal DAQUI. E durante a minha visita descobri que por hora, JM, L e D precisam que L estude, faça seu tratamento médico e tenha meios para ir até esses lugares.
 L.15 anos precisa de um padrinho ou de padrinhos disposto a ajuda-lo com o tratamento que não deve ficar por menos de R$ 2 mil. JM precisa de paz para se recuperar e a resgatar sua cidadania. Viver com um salário mínimo não é fácil em condições normais e em casos especiais como este é quase impossível. A sorte da família é que existem pessoas generosas neste mundo.

  

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Dezembro

São 25 minutos do mês de dezembro, época destinada a realização de sonhos, doações, entregas e presentes. E por ser este mês tão repleto de simbolismo, quero inicia-lo abrindo a minha caixa de "sonhos", pois, neste exato momento, estou em mais uma das minhas buscas pelos meus guardados... Folheando as agendas, encontro: fotos 3x4 (de amigos), autógrafos (do elenco da malhação de 1996), algumas declarações de amor, outras angústia, muitas saudades e um punhado de sonhos.

No primeiro capítulo parece que o deixei destinado para uma certa agente especial do FBI, que "eu" seria. Parece que esta idéia surgiu de algum filme da sessão da tarde. O segundo capítulo poderia, muito bem, ser destinado a minha carreira como caça vampiros, mas logo caiu a ficha e descobri que "Entrevista com Vampiro" era só mais um filme. Teve épocas que sonhava em salvar vidas ou ser salva, ainda não entendi, mas a palavra médica constava num desses meus arquivos "aborrecentes". 
Ainda visitando "aquelas memórias" descobri que a ilusão der ser como Lois Lane, acabou falando mais alto e consegui entrar na faculdade de Jornalismo e posteriormente trabalhar no " Planeta Diário", ops, no Daqui. Sonhos se realizam. E as brincadeiras de Bonner e Fátima, ou Carol e Carlos, mudaram de rumo...


São, agora, 40 minutos, deste mês de dezembro. E o que eu realmente quero é acalmar a minha alma, que vive aos pulos de ansiedade e pedir a ela que compreenda que sonhos são necessários para que sempre exista outros caminhos para se chegar. Quero abrir novos capítulos dedicados a uma chocolateria, ou a uma fábrica de algodão doce. Dias possíveis onde não entenda o significado do impossível. Dias brilhantes em que a inspiração seja o principal prato do dia.

Sábado, um Chocolate, me perguntou: O que pensa uma jornalista? 
Minha alma entrou em combustão e não consegui responder, pouco tempo depois descobri que no fundo, uma jornalista, pensa tudo. 
O Chocolate prosseguiu : Mas afinal o que querem as jornalistas? (sim, ele estava parodiando o seriado global) e fiquei desta vez, sem saber se uma jornalista queria as mesmas coisas que todas as outras mulheres do mundo, simplificando: Amor, carreira, família, dinheiro, ... bem genérico, mas poderia ser: cirurgia plástica, salão de beleza todos os dias, um cartão de crédito ilimitado, compras e...
Eu, eu, ah.... Eu quero viajar, amar e experimentar. Adoro coisas novas, então, quero provar o mundo. Olhos brilhantes, de quem queima por dentro. Quero o mar, mergulhar e me achar.

Agora, são 1 hora, do novo dia, madrugada, Daniela Mercury, embala meus devaneios... "Quero que você, que nunca me visitou, venha comigo" ... Então, dezembro chegou!

domingo, 21 de novembro de 2010

Amor

Um dia achei que havia encontrado o amor... Era ainda muito cedo, aos 10, suspirava por algumas notas, tortas, de um violão desafinado.
Outro dia achei que havia me encantado com o amor... Era adolescente, com espinhas, aparelho nos dentes e com um óculos de gosto duvidoso.
Naquele dia achei que havia era mesmo revirado o amor... Era boba, com juízo de passarinho e acreditava nos super heróis, muito mais do que nos príncipes.
Alguns dias depois achei ter esbarrado no amor... Era uma mulher, com espírito adolescente e sonhos suficientemente egoísta para não ver o amor.
Depois que somei os dias achei que o reencontro com o amor estava próximo... Era cedo e um pouco tarde para colar os pedaços de tantas ilusões partilhadas.
Agora, neste dia, tento esquecer o amor.... Então, ontem, era tarde quando parei de pensar em procurar

sábado, 6 de novembro de 2010

Meus Parabéns!

Gosto de balanços. Assim, como gosto de comemorar os finais de algumas etapas. Este balanço dos meus 28 anos, que terminaram no dia de ontem, é especial. Que ano incrível! Tenho mais razões para comemorar do que para me lamentar. Mesmo, as vezes, meu blogger parecer mais com o muro das lamentações, com um tom pouco melancólico. Sabe o que é? É porque aqui ficam "mais" as impressões das minhas crises.
Hoje, não estou em crise. Hoje estou feliz! Feliz por ter uma família incrível e ter ao meu lado amigos e em sua maioria, bons amigos. Pessoas que me conhecem, que me aceitam e que caminham junto. Gente que está ao meu lado para os brindes, para enxugar as lágrimas e tampar os ouvidos quando começo com minha ladainha ( Absurdamente chata! - como vocês conseguem?).


Ontem, numa mesa de bar, pude receber toda essa energia boa que existe quando podemos e nos dispomos a compartilhar a alegria de simplesmente merecermos algo gostoso como a amizade. Estou muito feliz por todas as presenças e telefonemas.


E deste ano que se passou consegui colocar numa caixinha o melhor dos melhores: Reencontrar Ponta Negra, conhecer Salvador, Praia do Forte e Morro de São Paulo... Por na bagagem uma cidade de Santos que nunca imaginei que existisse. E ainda de quebra, agora, olho no espelho e posso dizer: Você pode! Posso, porque consegui tirar a minha carteira de motorista e ainda estou motorizada, algo que era inimaginável no começo deste ano.
O ano foi melhor do que esperava. Superou todas as minhas expectativas, quando ontem  olhei para trás. Eu vi uma Carol- reclamona, Sim, reclamo dia e noite por não ter encontrado o grande amor da minha vida, mas agradeço com a mesma intensidade por ter me despertado de algumas ilusões.Como é divino o sabor da liberdade e tenho absoluta certeza que daqui um ano estarei aqui comemorando um período ainda melhor. Afinal, estarei entrando nos 30 e com mesma intensidade para sonhar de quando eu tinha 15 anos.  Ano que vem teremos uma baita  festa!

Obrigada à todos que fazem parte da minha vida e por isso a torna ainda mais gostosa!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Julie and Julia

Acabo de ver Julie and Julia. Gostei muito do filme e suas paixões. E...
 Sim, amo a boa cozinha assim como Julia e Julie, aliás, quando criei este blogger queria muito falar sobre minha aventuras na cozinha. E por isso, mesmo, não posso negar me identifiquei com o filme.
A verdade é que acabei abandonando essa paixão, a cozinha, um pouco por preguiça, por falta de inspiração e na maior parte por desilusão. Que fique claro, não foi a cozinha que me desiludiu, mas o sonho de ter uma família perfeita,  um marido apaixonado e filhos é que acabou. 
E como sou uma mulher que nasceu numa tradicional família goiana, devo admitir que aprendi a cozinhar para agradar meu futuro marido. O mundo mudou e isso é bom, talvez, é por tantas mudanças que nos iludimos e desiludimos em uma velocidade incrível, em um mundo sedento por uma felicidade constante.

Mas, hoje, graças ao filme, voltei a cozinhar. Fui fazer minha tradicional lasanha de frango. Foi quase um desastre, pois deixei a tampa cair dentro do forno e fiz a maior bagunça. Meu pai e minha mãe salvaram o almoço, conseguiram socorrer a lasanha antes dela entornar inteira no forno. Mesmo com tanta confusão o sabor ficou incrível. 

Essa semana tenho vários projetos de pratos e outros tantos para minha vida. E estou feliz por ter conseguido fechar esses 28 anos tendo conquistado um sonho. 

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Certezas

Fui educada para agarrar, com unhas e dentes, o entusiasmo quando ele chegasse em meu caminho. Só que aprendi, com o tempo, que não existe nada mais perturbador que o entusiasmo. Pois, nem sempre que me sinto inspirada e ativa encontro pessoas na mesma "onda", e o entusiasmo em excesso simplesmente enche a paciência da maioria das pessoas. Nessas horas passo uma informação errada sobre o que realmente sou, ou passo a informação correta sobre essa minha natureza "torta", para alguns estou inundada pelo meu egocentrismo, para outras estou mergulhada numa crise de esnobismo e para mim estou apenas comunicando ao meu universo que por mais errada que as coisas tenham se saído até agora, uma hora vai dar certo e essa hora é agora. Afinal, sempre acho que sou a pior em tudo que faço e preciso dizer o tempo inteiro: Ana você também consegue. 

Quero me despir de velhos fantasmas e evitar antigos erros. Quero mergulhar nessa piscina de entusiasmo, mas desta vez, quero ser menos, pois estou cansada daqueles olhares tortos e do seu juízo de valor. Tem momentos que precisamos apenas de resultados e de "incentivos", só que não é mais qualquer coisa que me engana.

***

Odeio torneios, competições e qualquer tipo de guerra. Tem algumas que somos obrigados a enfrentar e desta vez, um destes torneios está me sufocando, me deixando sem ar e me encurralando. Estou quase pedindo para que o "Mundo" pare porque preciso descer dele.
 Entre tantas coisas a tal "pressão" me sufoca. Sinto dor só de ver a dor, isto desde de criança e quando tem um sofrimento muito grande por perto, coloco uma venda em meus olhos e finjo seguir sem me importar. Tento ficar anestesiada, mas nunca estou. 

Então, melhor entrar no fantástico mundo da Ana para não correr o risco de me afogar. Entrar no barco e navegar em um mar de águas calmas. E se isso tudo não resolver, na hora que o universo girar e voltar a conspirar a favor serei a próxima a pedir para sair, porque sempre podemos escolher novos caminhos, afinal, disseram um dia que existe o livre arbítrio e é por isso que tenho direito a uma parte dele.




quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Desperte para a Inovação

Entusiasmo

Adoro essa sensação de velocidade do tempo, quando a roda gira e tudo parece se encaixar. Voltei a estudar e isso tem feito um bem danado a minha alma. Alguns reencontros surpreendentes proporcionaram o mergulho em sentimentos antes experimentados, e lembro de ter me lambuzado como uma criança anteriormente.

 Nada melhor na vida que ter entusiasmo, meu avô, Nelson Guimarães, odiava nos ver dormindo em um dia ensolarado. Ele dizia: Acordaaaaaaa vocês precisam ter entusiasmo por viver. Quando vejo um sol, costumo abraçar ele, e perco o medo de me queimar, corro para ver qual o máximo de proveito que poderei tirar de um dia bonito. Para que ter medo?]


Sabe aquela pessoa que confia em você?
Aquela que aposta alto nos seus sonhos?
A mesma que tem certeza que você é o melhor no que faz?

Parece, mais não é a sua mãe ou seu pai, pode ser um professor, um amigo e até mesmo o seu chefe ou o futuro chefe. É bom se sentir valorizado e entusiasmado. Quando o expresso "entusiasmo" chegar você precisa estar preparado para subir nele, porque você acaba de encontrar a oportunidade.

Vamos tocar o barco e continuar a estudar e planejar.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Eu, o CFC e o Detran

Foi quase impossível não recordar minha novela para retirar uma CNH depois do dia de ontem. O Ministério Público (MP) de Goiás, em parceria com as polícias do estado, deflagrou a operação Cartas Marcadas. Tinha a esperança de encontrar na lista pelo menos um nome conhecido, afinal, depois de quase um ano lutando para ter a minha carteira, sei que esquemas existem dentro do órgão. Mas não vi nem mesmo descrito o esquema de compra de carteira do qual me ofereceram. 
Quantos esquemas existem dentro do Detran-GO? Quantas formas possíveis de reprovação existem? E quais as formas de extorquir os alunos? Achei bem caro, R$ 2,5 mil a 3 mil o valor das carteiras, afinal, me ofereceram uma por R$ 900. Calma, eu não aceitei, mas isso me custou quase um ano de espera pela tramitação do processo dentro Detran-GO. Um desses fantasmas conseguiram, acredite, desaparecer com uma das provas de volante que fiz. E como não existe recibo de prova de volante, é apenas a sua palavra contra a do instrutor, a minha prova ficou perdida, em dezembro, de 2009 para nunca mais voltar.
A verdade é que acabei tendo que passar de novo na prova de direção, fato que ocorreu, no dia 30/06/2010. E por mais bizarro que possa parecer naquele dia, mais uma vez, o meu processo desapareceu e só foi reaparecer no fim do dia, depois que todos tinham feito suas provas. Fui a ultima a entrar no carro e fiz a prova, com fome, com raiva e com muito medo. Desta vez, a perna não tremeu e nem as setas foram esquecidas. A raiva era tanta que ativou algo que me deixou mais eficiente que o normal. Depois disso tudo, foram 76 dias de espera.

O que parecia apenas uma sucessão de erros, agora, me parece mais como uma armadilha. No fundo acredito que eles queriam apenas a liberação de uma "caixinha" para  que o processo voltasse a correr. Entre entrar no jogo e passar enumeras vergonhas, fiquei com a vergonha, pois depois de um tempo a minha histórias parecia mais uma estória. O fato de ter sido aprovada no volante pela UEG parecia com uma lenda urbana.

Hoje, estou feliz, por ter conquistado a carteira do jeito mais integro que poderia ter, passando na 7° prova de volante. E enquanto uma jovem motorista estou bem melhor que na semana passada. E hoje, melhor que ontem, mas acreditem dirigir neste trânsito caótico, ou melhor, aprender a dirigir nele tem sido uma tarefa  no mínimo estressante, permeada com pequenos momentos de prazer.

obs: O meu processo para retirada da CNH foi aberto em 2006. Mas, apenas em outubro do ano passado é que decidi fazer as provas de volante.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Festa das Bruxas


                                                                Eu, Tati e Fernanda no Bolshoi 
Aprendendo a ser feliz! Pensa numa pessoa talentosa?
Tati! A produção foi ela mesma que fez. ( Morta em
decomposição!)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O garoto gigante

Desde que o conheci não o esqueço. Seu tamanho de gigante, seu olhar para o nada e seu mundo que não entendo. Ao seu lado uma Maria que sofre por não poder mais ajuda-lo. Lucas tem 15 anos é um adolescente autista, abandonado pelo pai e pela sociedade. Ele não tem voz, não tem reação, apenas sente o mundo do seu jeito, bate no peito, sacode o portão e bate, bate, bate ... Ele é um garoto agressivo, por natureza e não por querer. O mundo dele e de sua família é de uma dor insuportável até para quem apenas se aproxima, não consegui ficar na vida deles, mas meus pensamentos também não conseguem sair. Lucas é também doce e apaixonado pela mãe, enquanto estive por perto ele a abraçou e beijou o tempo inteiro.
A última notícia que tive deles era que nenhum médico queria atende-los, ninguém quer se responsabilizar pelo garoto e sua família. Dona Maria Joana está doente, não tem dinheiro e não consegue levar o filho para fazer o tratamento que precisa. Ela não cuida do Lucas e nem dela.
E no fundo ainda me sinto culpada por não poder ajuda-los mais do que com uma matéria no jornal.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Charlie Brown Jr. Vanessa da Mata - vermelho.




Vermellho - 


Gostar de ver você sorrir
Gastar das horas pra te ver dormir
Enquanto o mundo roda em vão
Eu tomo o tempo
O velho gasta solidão
Em meio aos pombos na Praça da Sé
O pôr do Sol invade o chão do apartamento
Vermelhos são seus beijos
Que meigos são seus olhos
Ver que tudo pode retroceder
Que aquele velho pode ser eu
No fundo da alma há solidão
E um frio que suplica um aconchego
Vermelhos são seus beijos
Quase que me queimam
Que meigo são seus olhos
Lânguida face
Seus beijos são vermelhos
Quase que me queimam
Que meigos são seus olhos
Lânguida face
Ver que tudo pode retroceder
Que aquele velho pode ser eu
No fundo da alma há solidão
E um frio que suplica um aconchego

Comemoração

Hoje sai para comemorar a minha tão esperada, sonhada e planejada CNH, só tive a companhia de uma amiga. E são nessas horas que entendo que depois de um tempo aprendemos a nos divertir independente da quantidade de pessoas ao nosso lado.
Agora, neste momento, estou aliviada, sinto que o monstro que vivia dentro do meu armário foi solto.Estou liberada da guarda dele e por isso livre para poder voar. Calma? Só abri a porta para que vida prossiga e que fantasmas escondidos nos armários dêem o fora.
Adoro saber que esses momentos de pura paciência são importantes para alimentar as minhas fantasias, que ainda são um pouco adolescentes.
Agora é hora de respirar fundo e aguardar pelas cenas dos próximos capítulos.

Rapidissima

Sim, agora eu tenho carteira de motorista. Depois de 76 dias ela chegou, rs!!!  \o/

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Um dia

Um dia terei uma casa com um quintal, que pareça mais um campo, de mini girassóis.
Ela será pequena e confortável, com paredes coloridas e quadros pintados cuidadosamente com areia de artista.
Da minha  janela  quero ver o mar.
Nos corredores alegres, do nosso lar de paz e amor, quero crianças: loiras, ruivas, orientais, amarelas, pequenos seres  felizes que possam conosco compartilhar a alegria da existência.
Quero abrir a porta e ver um cachorro que pule no meu colo, que ame a todos sem diferença e abane o rabo só para mostrar o quanto é feliz entre nós.
Quero sextas festivas, com churrasco, campeonato de pingue e pongue, vídeo game e família.

sábado, 11 de setembro de 2010

Paz

A tentativa de encontrar paz começa finalmente a fazer sentido. Paciente, imploro à minha mente para que ela não faça besteiras, por favor, se afaste desses vícios infantis e obsessivos que por tantas vezes já me fizeram mal me levando a viver situações repetidas. Parece que, ela, a mente resolve concordar com o "tom" das minhas orações e me deixa finalmente viver sem aquela angustia constante. 
Tenho a nítida sensação que o sentimento de abandono que foi plantado durante o feriado se foi, assim como aquele tampão que cobria meus olhos e não me permitia ver com nitidez aqueles olhos cor de mel. Começo a venerar o tempo e a perceber que tudo começa a ter mais sentido que ontem, quando me remoía uma raiva ressentida, por um alguém que insiste em me ligar e me acordar nas horas mais impróprias, me devorava. Fico com tanta vergonha do jeito estupido e grosseiro com o qual  o venho tratando que prefiro esquecer. 
Não tenho mais vontade de chorar e tenho a certeza que por hora quero apenas manter essa paz dentro de mim, sossegada, centrada e que se situa num altar exclusivo. 
Tenho vontade de ler, estudar, nadar, correr, ver filmes, conversas com amigos e celebrar a alegria de ter tanta gente especial ao meu redor.
Escute aqui, porque tenho conhecido gente, pessoas, corações, almas... São seres apaixonados e que compartilham um universo de possibilidades. Gente das quais olhando nos olhos posso ver parte do meu sorriso refletido. 
São amigos que me acompanham por uma vida inteira, outros que aparecem e que estão prontos para ficar por perto. Almas com as quais troco segredos, com outras troco livros e os mesmos gostos e até os mesmos medos.
Pessoas com as quais posso contar para pedalar na água, segurar uma lágrima e me perder nos meus delírios infantis. Amigos para começar projetos e uma nova vida. Outros para apenas se fazerem presente todas as manhãs, por meio de um bom dia, sincero de msn.  
São amigos com quem posso rir, chorar e as vezes até ficar zangada. 
É bom fazer parte de um time que tem no fundo uma mesma energia, de uma geração que se encontra e reencontra a cada novo dia. Por hoje estou feliz por estar em paz.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Casamento estou fora

" Vou ali colocar um Santo Antônio de cabeça para baixo dentro de um copo d'água" ????????? Quem sabe assim você não aceita minha proposta de casamento".
É difícil entender que eu, Ana Carolina Guimarães, NÃO quero me casar com você.
Isso virou  obsessão na vida dele. E toda vez que " ele " faz isso tenho certeza que não quero me casar com ele e nem com qualquer outro. A verdade é que não estou pronta para assumir qualquer compromisso sem que nele haja amor.

***
Acabo de me lembrar que estou bem sozinha e feliz solteira.

Obs: Por favor esqueça esse negócio de costurar meu nome na boca de um sapo, de pedir aos orixas que eles lhe permitam uma nova chance comigo, ou que o Santo Antônio torne nossa relação possível. Peça a eles apenas alguém que o ame.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Sob a luz sinto

Parque Areião
Sob a luz dourada do sol, sinto a extensão dos dias sem chuva do cerrado goiano, porque aqui faz calor, calor e calor... Às vezes a beleza dos bougainvilles, que vejo da minha janela, são o suficientes para me lembrar o quanto é bom estar em Goiânia, perto de quem amo e fazendo coisas que me dão prazer. 
Em dias como hoje consigo calar meu coração, ouvir um pouco da razão e me perder dentro da claridade e da obscuridade dos meus desejos. São dias em que quero andar perto dos meus impulsos e acordar sem nunca ter desejado ou esperado por beijos seus.
Agora que o sol encontrou seu centro e clareia a minha monótona fantasia de querer controlar o tempo, fico acelerando os segundos, para que minha paciência sobreviva a espera de um novo reencontro. Daqui perco a noção do horizonte e o espelho me mostra imagens deformadas, que se alongam e diminuem, serpenteando a minha volta. O calor, sem uma unica brisa, representa uma grande angústia depois que meus pés tocaram praias distantes e é por isso que hoje estou cheia de uma saudade sufocante. 
O que produz essa saudade?  Essa vontade de ver tudo que ainda não conheço? Essa vontade de estar perto de quem ainda nem existe direito? 
Sinto dificuldade em reconhecer que quero continuar livre, que quero encontrar pela primeira vez alguém decente, desses conquistadores que amem de verdade e não fiquem apenas no plano da paquera desenfreada. Entretanto com tantas desilusões, o tempo ficou cinza, coberto por toda essa neblina de fumaça das queimadas.  Ao pôr-do-sol quero encontrar sonhos incandescentes com a promessa de uma amor real, maduro e quente.   

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

domingo, 5 de setembro de 2010

A Casa dos Espiritos

Terminei de ler o primeiro livro, da escritora Isabel Allende, a Casados Espíritos. A autora é de uma sensibilidade impressionante, capaz de nos transportar até as emoções de seus personagens de uma forma real. É como se fôssemos capazes de tocar nas lágrimas de Alba,  acariciar os cabelos verdes de Rosa e quem sabe segurar até cada impulso de fúria do Senador Trueba. Mas a melancolia de Clara, a clarividente, acabou me perseguindo por toda obra e meu choro ficou preso e livre ao mesmo tempo. Acabei a leitura com vontade de ler mais sobre aqueles espíritos que preenchem as páginas do livro.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Nada melhor

Nada melhor que o "tempo" para apagar os pesadelos, modificar os sonhos e inspirar a paciência.
Nada melhor que a "fé" para cegar, insistir, acreditar e iludir.
Nada melhor que a "solidão" para esquecer, aprender e encontrar.
Nada melhor que ...
Estou aprendendo e dessas coisas que nos fazem melhores quero apenas uma chuva calma que lave as incertezas e traga boas novas.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Entre os erros

Tá tudo errado.
Eu sei, estou aprendendo a fazer diferente e por hora preciso silenciar meus pensamentos, ordenar os desejos e enganar os meus olhos.
Estou te dizendo continua errado.
E o que faço? Não dá para continuar parada, não dá para continuar seguindo e não dá para fingir que as coisas não estão erradas.
O que seria o certo? Errar mais? Falar menos? Você não entende que por várias vezes segui o meu coração e apesar de tantos caminhos terem existido, eu nunca consegui encontrar o início, e nem por isso parei de procurar ou desisti. Quando entrava em uma nova estrada, por muitas vezes me desgovernei e deixei me controlar pela ansiedade que por muitas vezes devorou a minha paciência.
Por hora parece que te raptaram e você continua errando.
Sou jovem e me permito mudar, me permito escolher e me permito me arrepender. Como quase tudo sempre foi difícil aprendi a saborear as lágrimas, os suspiros cortados pela metade e a esperança desfeita.
Mas agora esta tudo errado.
Errado porque sinto medo, porque as coisas as vezes são tediosas e porque vejo que outras não terão mais futuro. Errado porque algumas vezes deixei de escolher o certo para permanecer na zona de conforto. Errado porque deixei de me amar para mergulhar em outros mundos que eram menos meus e mais dos outros.
Errado porque não reencontro a coragem e não chuto o balde.
Estou exausta e por hora queria só um abraço e outro suspiro, desses que damos quando estamos apaixonados.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Hoje

É impossível não me iludir. Entre uma ilusão e um punhado de desilusões ainda preciso recorrer aos meus pincéis e tintas para pintar novos caminhos, pincéis para apagar o que não serve mais. E quando tudo é menos concreto e sinto que posso desistir  retomo a realidade na sala do meu médico, agora a cada seis meses. 
Desta última vez falamos sobre amores e ele me saiu com essa: "Carol, você está mais linda do que quando a conheci. Mas ainda acho que está precisando de um amor. Ter alguém não apenas pelo sexo e sim para compartilhar a vida e dar sentido a tudo isso aqui".  
Meu médico conhece todos os dias pessoas que estão morrendo e outras tantas que estão com medo de morrer e por isso acaba vendo a vida de uma forma mais poética. E talvez por isso com muito mais sentido do que para nós.

Foi logo depois do carnaval de 2007 que descobri o nódulo na minha mama esquerda. Quinze dias depois estava na mesa de cirurgia e retirei a pedra que continha em si um risco pequeno de câncer. Não era câncer. Era apenas uma providência para que eu pudesse repensar os meus caminhos, as minhas histórias e as pessoas que queria ao meu lado. Joguei tanta coisa fora neste período e expulsei outras tantas. Um ou dois meses depois da cirurgia me bastava apenas viver o hoje e tinha que ser intensamente. A intensidade foi tanta que me chamaram a atenção no trabalho, por eu ser muito entusiasmada. Foi um dos melhores anos da minha vida. Retornei ao Nordeste depois de 10 anos e ver a praia e o mar novamente me fizeram chorar de alegria. E perceber o quanto é sutil essa definição de estar e ser feliz. Naquele pequeno instante tive a certeza que era uma mulher livre, plena e feliz. Quando fecho os olhos ainda sinto aquela onda de corrente do bem passando pela minha alma.

Sempre que retorno ao consultório do doutor Marcos e vejo seu sorriso apaixonado pela vida e por cada paciente que ali entra, lembro que sempre é possível ser feliz. Estou sentindo a onda de entusiasmo se aproximar e quero entrar nela, quero transforma o que não serve mais e criar novos significados para as coisas gastas. Então, por hora, me basta viver o hoje.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Filosofia de Piscina

Um colega da hidrobike perguntou: 
O que te faz sentir feliz?
O amor, saúde, dinheiro, carreira e estabilidade.
Depois emendou: Mas porque você não está feliz se a resposta parece tão simples?
Apenas o silêncio na piscina.
Ele disse que havia apenas uma reposta: Motivação. As pessoas para se sentirem felizes precisam de um motivo e depois de uma ação para concretizarem o tal motivo. É assim com a saúde, dinheiro, amor, bem estar e etc. A felicidade, segundo ele, está exclusivamente contida em nós e não depositada nas mãos dos outros. Não é preciso alguém para lhe fazer feliz, mas sim de um motivo certo e de uma ação compatível para movimentar a tal roda da felicidade.

***
Penso em coisas simples como a alegria de tocar o coração das pessoas com uma matéria. Saber que hoje a família de um garoto autista poderá ser assistida de uma forma adequada. Isso me deixa alegre por poder fazer o meu trabalho.

***
Lembro de coisas egoístas como atender a uma ligação telefônica e depois me sentir chocada. Não que o choque seja ruim, ele é bom, afinal você precisa de motivações para procurar por outros motivos.

***
Depois caio na teoria da motivação e procuro por um motivo. Do motivo engreno a tal ação. Ligo. Depois fico desconcertada, afinal, quebra de expectativas também fazem parte.

E se não encontrar nenhum bom motivo, lembro que sempre é possível esquecer. Eu caio na piscina e nado por uma hora ou duas, até me sentir plena e com as energias recarregadas. 

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

E agora?

O que acontece depois que se chega no lugar dos sonhos? Onde eles nascem e acabam. Aqui, no lugar em que a poesia se fez possível. 
E agora? 
O que me sobra é essa alma intensa, plena, cheia de quereres e transbordando de paixão. 
Sim, estou apaixonada, pois sem "ela", eu paro. É paixão pela vida, pelos encontros, pelas descobertas. Paixão pela paixão. Paixão pelo trabalho,  família e amigos. Paixão só para ser mais intensa do que quando estou amando.Paixão para cometer loucuras e ser perdoada pelos excessos. Paixão para ligar de madruga, para fugir e retornar.
E agora? 
O que tenho são cacos, que estão mais inteiros que quebrados. Tenho espelhos e lembranças que me permitem ir e não mais voltar. Tenho a intensidade dessa vontade de ter. Essa loucura de fingir e no fundo ser o mais real possível.Tenho a certeza de que ter não é mais a solução.
E agora? 
Estou aqui, estas aqui e não estamos mais na mesma bolha. Estou viciada em voar. Estou naquele espaço de tempo onde entendi a importância, o sabor e o prazer da liberdade. Estou mais distante que os 560 km que nos separou. E é por isso que estou mais perto de mim do que de você. 
E agora? 
Cheguei no lugar dos sonhos. Estou, aqui, no lugar onde a poesia é possível. Todo o caminho, todo ele, me levou apenas a um lugar... Os sonhos só sobrevivem a partir do momento em que a paciência e a persistência viraram amigas inseparáveis.  


 

domingo, 15 de agosto de 2010

Querer

Quero mais que viver uma vida em 5 segundos...
Quero emoções caras, baratas, aquelas que me preencham de saudade, aquelas que me deixe inteira. Depois de vários fins de semanas intensos, alguns reencontros, outros desencontros e pequenas decepções, apenas procuro pelos beijos que deixaram saudade e não os encontro. Ou os encontro partidos, dentro de um suspiro de lucidez, ou apenas trancados dentro das minhas interrogações. 
Quero mais que viver a vida em 10 segundos...
Quero uma casinha, com flores na janela de onde e veja o mar. Quero caminhar na praia, comer peixe fresco e escrever um livro. E se isso não bastar, por sorte, ter alguém para conversar, compartilhar e amar.
Quero dias com saudade, dias de paz e sem a guerra ou horror das cidades grandes.
Dias sem páginas policiais, sem histórias de lágrimas, sem mortes, sem filhos viciados em crack.
Quero mais que viver a vida em 1 minuto ...
Quero a razão das emoções durarouras. As festas de boda, o chá de panela, o batizado e a viagem para Disney.
Quero mergulhar em Noronha, passear em Paris, comer pizza em Roma e chorar quando entrar na Vila Belmiro.
Depois voltar, na minha Ponta Negra, olhar para o morro e lembrar que sempre se pode ser mais feliz.
E se tudo não bastar...
... Quero apenas viver uma vida plena.

sábado, 14 de agosto de 2010

Fim da novela

Parece que a novela da minha Carteira Nacional de Habilitação (CNH) está perto do fim. O dono da autoescola, onde reabri meu processo, me garantiu que na segunda-feira estarei com a minha permissão em mãos. Sinto um alívio tão grande é como se um pesadelo, que começou em 2006, terminasse. 
Breve resumo: Em 2006 abri o processo e realizei as provas escritas até ter uma síndrome do pânico, durante a tentativa de fazer uma prova de volante e deixar o processo parado por quase 4 anos. Reabri o processo em outubro de 2009, fiz seis provas de volante, não tive nenhuma crise nova e na sexta passei. O problema foi que parte do meu processo desapareceu. 
Encontraram uma parte dele em abril de 2010 e apenas em junho foi que tomei coragem para enfrentar novas provas de volante. Por sorte, ou melhor, por preparo passei e agora estou a mais de 40 dias esperando pela a tal carteira.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Menino Jesus


Alguém, que espero poder chamar de amigo, me falou que este poema marcou a vida dele. Uma amiga dedicada o encontrou e em homenagem a eles o posto aqui no blogger.  O poema  é belo e merece ser relido, não apenas por eles, mas por quem tenha algum tipo de fé.

" Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.

Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.

No céu tudo era falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.

Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas -Um velho chamado José,
que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque nem era do mundo nem era pomba.

E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E que nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.

Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.

Depois fugiu para o Sol
E desceu no primeiro raio que apanhou.

Hoje vive na minha aldeia comigo.

É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.

Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.

E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.

A mim ensinou-me tudo.

Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.

Diz-me muito mal de Deus.

Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar para o chão
E a dizer indecências.

A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.

E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.

Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.

Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou -"Se é que ele as criou, do que duvido."

-"Ele diz por exemplo,
que os seres cantam a sua glória,

Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.

Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres.
"
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa
.... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...

Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro."
Fernando Pessoa

domingo, 8 de agosto de 2010

Meu Pai

Quando ainda era filha única

A primeira vez que ele me salvou estava no fundo de uma piscina. Com menos de 2 anos eu já tinha essa disposição para nadar. A segunda vez quem me salvou foi minha mãe que o proibiu de pular comigo de um avião, quando nasci papai era paraquedista e queria por tudo me levar em um de seus saltos. Até hoje, apesar de amar aviões, nunca pulei de um.
Andávamos quando crianças em sua vespa, depois em sua moto de trilha ( vez ou outra na chuva e lameados por uma ou outra queda),  teve seu Opala que a Madona (nossa cachorra) insistia em comer, por ultimo teve o buggy amarelo, que ele decidiu coloca-lo na estrada. Ele e meu irmão levaram 15 dias de Goiânia a Natal. 
Meu pai sempre teve sede por aventura, sempre foi um sonhador e algumas vezes confundido por mim como irresponsável. No fundo ele só tem vontade de ser feliz e de nos fazer felizes. Amo meu pai, desde o primeiro dia em que ele me pegou no colo, desde a hora em que teve sua primeira crise de ciúmes e toda vez que faz careta para um amigo novo. Amo suas ideias malucas, sua porção companheiro e sua disposição para me buscar todos os dias no trabalho.
Com seus erros e acertos nesta vida, acho que acertou e muito quando escolheu ser pai. Certo ou errado, de seu jeito adolescente, é um grande pai e quero que seja também um grande avô, espero que um dia possa dar a ele pelo menos um neto ou neta. 
Quero que meu filho o acompanhe nos jogos do Goiás, numa pescaria, ou num parque para soltar pipa. Quero que meu filho conheça o mar em sua companhia e nade nas tardes de domingo num clube da cidade, juntos. 

sábado, 7 de agosto de 2010

O melhor bacalhau do universo

Minha vó, Dona Verinha, sentada no sofá que ela dividia com meu avô.


A casa da minha vó tem cheiro e gosto de bacalhau na primeira semana de agosto. Ainda é possível ouvir o barulho das crianças correndo pela casa e meu avô gritando: "Cuidado com a escada!". Ainda consigo ve-lo sentando, em uma cadeira próxima ao armário da sala de jantar, esperando todas as visitas se servirem para só depois fazer o seu prato.

Meu avô, Nelson Guimarães, eu, e minha avó
Vejo seu olhar de reprovação para a nossa mania de pescar o bacalhau na panela, seu sorriso espontâneo e sua vocação para fotografo. Em dias de foto, todos os sobrinhos e netos viravam assistentes de produção. Como? Os adolescentes ficavam encarregados da iluminação para as fotos e a família eram seus modelos. Bastava ele se encantar por um sorriso que eram clicks e mais clicks, na outra semana todo mundo recebia um porta-retrato com a fotografia tirada por ele.
 Lembro da satisfação do seu Nelson Guimarães, em receber os amigos, da alegria em servi a todos o  melhor prato do mundo, a bacalhoada da Dona Verinha, minha vó. As pessoas se reuniam, no aniversário dele, no quinto dia do mês de agosto, para comerem a famosa bacalhoada portuguesa com bananas nanicas da vovó. Tal prato tem um incrível sabor de infância e aroma de reunião de família. 
É por isso que a bacalhoada, nesta época do ano, tem gosto de saudade boa.
 Aprendi com minha vó que a bacalhoada é feita com azeitonas pretas- roubadas momentos antes de irem para panela-, com azeite galo, com couve, batatas, cebolas e muito bacalhau. É feita com amor de uma união de 50 anos, com o carinho de uma família de três filhos, quatro netas, um neto e dois bisnetos. É feita por amor e saudade, servida na sexta-feira da paixão e nos aniversários do meu avô. 
Já são seis anos sem bacalhau em agosto. Tempo este que o cantinho direito do sofá da sala, ao lado da minha vó, fica vázio. Período que a Globo News deixou de ser o único canal da televisão.
Meu pai, Alessandra, tia Maria Eugênia, Vovó e Valéria
Semana passada dona Verinha disse que meu avô está sempre ao meu lado, que até hoje somos cúmplices dos sonhos que tivemos juntos. 


sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Minas com Bahia

 Sacudir estrelas
Despertar desejos
Numa noite fria
Uma noite fria
Uma noite fria...

No meio da rua
Lá de longe eu vejo
Minas com Bahia
E o samba ía
Juro que ía...

Amanhã é domingo, menina
Ninguém vai te acordar
Deixa chover na esquina
Deixa a vida rolar...

Sacudir estrelas
Despertar desejos
Numa noite fria
Uma noite fria
Uma noite fria...

No meio da rua
Lá de longe eu vejo
Minas com Bahia
E o samba ía
Juro que ía...

Amanhã é domingo, menina
Ninguém vai te acordar
Deixa chover na esquina
Deixa a vida rolar...é!

Daniela Mercury tem som de infância...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Imaginação

Caso pudesse imaginar as ultimas semanas eu correria de medo e faria como o garoto que não passou no vestibular para medicina (esconderia por um mês embaixo da minha cama, até ver se a vergonha e decepção passavam). Olhando no espelho veria meus olhos umidos com o restante das lágrimas que restaram. Muito dramático, mas a Ana do passado faria isso. 
Ao viver as ultimas semanas tenho prazer em dizer que estou viva e não me importo de trocar de paixão semana pós semana. Não me importo de ver desnuda a alma daquele que pensei que amava. Sou grata pela desilusão construtiva e pelas pedras retiradas do caminho e parte da pedras colocadas no meio da estrada. Independente dos obstáculos, do drama e do olhar que dou para o dia de hoje, tenho que considerar que estou viva e por hora isso me basta. 
E não me pergunte o que eu fiz com aquele fim de semana "tosco"? Para ele não existe resposta. 
Lembra da roda que rodava? Ela rodou duas vezes, nas ultimas horas, para lados inesperados ... SURPRESA geral, esperança requentada e pés cada vez mais firmes no solo.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Hoje é dia de sonhar

Hoje não vou ter insônia, o sono veio cedo, com um gostinho de cansaço e de realização por ter chegado próximo de coisas pelas quais entendo como certas. A roda começou a girar e a sorte já foi lançada, algumas vezes, e este é um daqueles momentos em que, começamos a dar ouvidos a provérbios e ditados populares. Sim, é hora de colher o que foi semeado. 
É difícil olhar além dos limites da janela do meu quarto, do circulo dos meus amigos e da minha mesa do trabalho. É preciso estender o olhar para além do umbigo e perseguir coisas mais sublimes e apaixonantes.  Quem sabe rodar pelo mundo, rodar pela cidade, rodar pelo meu eixo.  Estou em busca da eterna busca pelo verdadeiro sentido de sentir e encontrar o que nunca é possível ser encontrado. Entendeu? Eu também não. Eu só queria confundir mesmo. Vamos embora dormir?
Agora vou ali sonhar com a beleza das desilusões.

Entre uma insônia e a insistência

Tenho passado minhas madrugadas em claro, não é nem insônia é apenas inquietação mesmo. A coisa é tão séria que ando querendo escrever um livro as 3 horas da madrugada de tão agitado e filosófico ficam os meus pensamentos. Mas nesta ultima, não foi apenas a vontade de produzir que me deixou acordada eu assisti um filme sobre o Truman Capote, no qual  retrata todo o processo de produção do seu "A Sangue Frio", nem preciso explicar aos amigos jornalista o que o livro representou para o Jornalismo Literário.
Vendo o filme lembrei de algo que era martelado como um mantra na minha adolescência: Insistir, persistir e nunca desistir. Quantos sonhos tenho desistido ao longo do tempo? Quantas vezes me deixei vencer pelo desânimo? Porque a insistência e a persistência preferem se esconder ao avistarem o primeiro obstáculo?
Até os grandes autores encontraram pedras no caminho e muita motivação para pararem e eles simplesmente vencem a barreira e continuam em seu processo criativo.
Preciso retomar as aulas do mantra... Insistir, persistir e nunca desistir.

***
 A insistência vale também para a retirada de uma CNH que nunca sai. Quem aposta que este ano ainda coloco a mão na minha carteira? Então, até 2011 espero estar dirigindo pelas ruas da cidade, rs

***
Já a persistência a deixo como remédio para continuar neste negócio de jornalismo. Afinal, escolhi a profissão como vocação. Em algum momento ela irá me fazer feliz!

***
Quanto ao não desistir, só sei que é bom viver um dia de cada vez e tenho dito! Agora assino que aos amores que não acontecem é melhor apenas esquecer.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Madrugada

São 2h53 da madrugada de uma sexta-feira. Depois de ir em 3 lugares diferentes, entrar em algumas roubadas, acabei aqui na frente do meu computador e mesmo assim estou feliz. A essa hora deveria estar dormindo, mas a alegria de saber que as coisas verdadeiramente mudaram é tamanha que precisava registrar antes que o travesseiro leve esta boa sensação embora.
As madrugadas e as pulgas fazem coisas inacreditáveis!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Costa da Mata Atlântica é uma viagem no tempo

* Matéria originalmente publicada no Jornal  O Popular
Imagem do sétimo andar
No Parque Balneário Hotel, entre as várias paisagens belíssimas que se vê da janela do sétimo andar na praia do Gonzaga, em Santos, o brilho da lua sobre o mar é uma daquelas cenas difícil de esquecer. E como ocorre quando nos achamos sozinhos, fora da rotina e bem próximo da natureza, os pensamentos ganham asas. E a minha imaginação me levou a pedalar e até correr pelos seis quilômetros do maior jardim de praia do mundo, registrado oficialmente pelo Guinness Book. Era madrugada em Santos, na Costa da Mata Atlântica, na nova Baixada Santista, e para o horário e o cansaço da viagem, naquele momento as forças só me permitiam imaginar e apreciar o que tinha do outro lado da janela. Os três dias na região reservavam a nós repórteres de turismo o “desbravamento” de Santos, São Vicente e Guarujá.
Vista do teleférico
Pela manhã a surpresa foi visitar o teleférico de São Vicente, a primeira cidade do Brasil, hoje com 323 mil habitantes. Depois de administrar o medo e conter a ansiedade restava apenas apreciar os 700 metros de subida, sendo 560 deles sobre uma região de mata atlântica intocável. Durante o percurso vi a cidade, com seus inúmeros ciclistas e carros, e a praia, quase vazia por causa do horário e a falta de sol. O teleférico leva o turista até o Morro do Vonturá, onde existem empresas especializadas em vôos de parapente e asa-delta. Ali é possível contratar profissionais para junto com eles realizar um vôo experimental. Foi frustrante não ter tido a sorte de ver homens voarem como pássaros sobre as praias de São Vicente.  
Como cidade, São Vicente tenta desesperadamente recuperar sua história que quase foi apagada pelo surto desenvolvimentista. A maioria das casas que existiam no início da construção do vilarejo foi destruída, o mesmo aconteceu com as construídas no século XIX e XX, no período do ciclo do café. Um dos destaques da visitar é a Biquinha de Anchieta, construída em 1553, com a vinda do jesuíta para o País. Conta à lenda que a água do local é milagrosa, por garantia decidi beber dela diretamente da fonte.
Depois de cumprir o roteiro histórico cultural, uma parada para o almoço era mesmo obrigatória, pois além da fome o cansaço já começava incomodar. O local escolhido foi um restaurante ao lado do Memorial 500 anos, Mirante Ilha Porchat, um projeto criado por Oscar Niemeyer cuja uma das pontas aponta para Brasília. A vista do local é deslumbrante e sem dúvida foi um bom ponto para despedir de São Vicente e seguir viagem, para a Ilha de Santo Amaro, onde fica Guarujá.
 História pelas ruas
O tour no Guarujá iniciou pelo bairro da Pitangueiras, andando algumas ruas, logo nos deparamos com dois pavilhões de vidro no canteiro central da Avenida Pugliese. E neles estavam expostos o Carro Fúnebre de Santos Dumont de 1924 e uma Maria Fumaça, construída nos Estados Unidos, que foi desativada 1956. O pai da aviação, Alberto Santos Dumont, cometeu suicídio em um quarto do Grande Hotel La Plage, em Guarujá, em 1932. O motivo, dizem teria sido uma profunda depressão causada pela constatação de que sua invenção, o avião, estava sendo usado para fins militares. Ele foi encontrado morto dentro pendurado no chuveiro, do banheiro do quarto onde estava hospedado. O carro exposto na cidade foi usado durante o cortejo fúnebre de Santos Dumont.
Na alma, os guarujaenses carregam uma hospitalidade insuperável, foi lá que conheci o Chico, um rapazote, estagiário da Secretaria de Turismo do Município e surfista amador. A história oficial ele podia até conhecer, mas as melhores são as não oficiais como a da dona Mariazinha das Flores, uma aposentada, que toma conta da locomotiva que está exposta na Avenida Pugliese. Chico contou que a locomotiva é quase uma paixão da Mariazinha e que por isso todos os dias ela troca as flores e passa as tardes dentro do pavilhão com a locomotiva. Na cidade também tem um senhor, conhecido como Pateli, que se veste de Santos Dumont vez ou outra é possível vê-lo próximo ao Carro fúnebre. Foi do Chico a ideia de pararmos para conhecermos alguns búfalos que vivem na região. Bem, se os tais animais existem, não sei. Mas o fazendeiro garantiu que estava quase na hora deles retornarem para o curral.
Visitamos a Fortaleza de Santo Amaro construída em 1584. Ela foi erguida próximo ao canal que dá acesso ao estuário do Porto de Santos, para evitar os ataques e saques de corsários às embarcações portuguesas que entravam e saiam do Brasil. Era uma fortaleza erguida para proteger a costa e que só foi desativada em 1911. Dentro da fortificação a casa de pólvora foi transformada em capela. Dentro da capela o turista pode visitar uma tela de 20 metros quadrados de mosaico de vidro, do artista plástico Manabu Mabe, chamado Vento Vermelho. A tela é curiosa. Nela não se vê apenas um desenho ou se tem apenas representação é uma obra que interage com o observador que a cada novo ângulo consegue ver uma outra  figura dentro da obra.
Hoje, dentro da fortaleza funcionam algumas oficinas da Universidade Católica do Guarujá, como uma de culinária. O forte é aberto para a visitação pública e a entrada é gratuita.  Depois do forte uma paradinha para observar o mar e tirar uma foto, no Morro da Campina, onde existe uma bela vista da praia.  
Santos é só alegria
Santos, com seus 418 mil habitantes, instintivamente, escolheu a exportação e o turismo como vocação. Voltando ao passado foi no século XIX que a cidade começou a se desenvolver com o processo de exportação do café, que usava o porto de Santos como plataforma de saída do produto para o restante do mundo. Desde então o porto só aumentou de importância, chegando a ter profissionais contratados para ganharem cerca de R$ 140 mil por mês apenas para manobrarem navios dentro do porto. Hoje, além do café existe o embarque de soja, açúcar e suco de laranja que saem de lá.
A melhor forma de conhecer o porto é de escuna. E contratando um desses passeios tudo pode ser uma verdadeira alegria: um pequeno barco, um bebê e turistas brasilienses abordos, bebidas, pagode e um belo sol. Ninguém enjoou e nem entrou no mar. O passeio simples de escuna passa pela Fortaleza da Barra, Praias, parada para mergulho, Orla de Santos, Canal do Porto, Iate Clube e porto de Santos. A duração é de 1h30 e 1h50, o embarque é feito na Ponte Edgar Perdigão, na Ponta da Praia, em Santos.
A cidade passa por uma nova fase de desenvolvimento e até 2014 serão investidos cerca de 5 bilhões de reais, em infra-estrututa. Quem vai a Santos sente as mudanças que um investimento deste porte leva a cidade. Vários pontos turísticos estão sendo restaurados.
Dentro do bonde
Fiquei impressionada com a quantidade de coisas para se fazer em família, seja elas com crianças, adolescentes ou apenas adultos. Uma das atrações é o aquário, onde existem várias espécies de peixes de água salgada e doce. As crianças perdem o fôlego olhando para os tubarões e se encantando com os simpáticos - leão marinho e pinguis.  Já que a família está reunida outra opção é conhecer o centro histórico abordo de um bonde. O veículo que era usado nos anos 1920 foi restaurado a partir da década de 1990 e hoje é um museu vivo que percorre o centro histórico de Santos. O passeio dura cerca de 50 minutos. Um guia conta um pouco da história dos bondes e de Santos.
 No centro histórico a Bolsa do Café é uma para quase que obrigatória, pois além de conhecer a história do café, lá é possível saborear um dos melhores cafés do país.
A melhor parte do passeio ficou reservada para o final. Agora que o Santos voltou a ser um time da moda, depois de vencer o Campeonato Brasileiro de 2009 e o paulista 2010, uma parada na Vila Belmiro é de emocionar até quem não gosta de futebol. Não sou fanática por bola, mas o Memorial das Conquistas do Santos Futebol Clube me deixou até com vontade de virar torcedora, daquelas bem fanáticas, afinal ali está um pouquinho da história do rei Pelé.
 A visita a vila pode incluir até uma ida ao vestiário do Santos, onde até hoje existe o armário do Pelé que continua trancado desde a última vez que ele o usou.  Para complementar pisar no gramado e sentar no banco dos reservas do time de Neymar, Ganso e Robinho são uma dessas experiências que não tem preço.

Saudades


Sabe aqueles dias em que você acorda com uma saudade enorme dos seus velhos amigos? Daqueles que te querem bem incondicionalmente e que sabem de quase todos os seus pensamentos. Aqueles que convivem com você com ou sem TPM e te amam do mesmo tanto. Estou com saudades de tomar sorvete com a Agda e ver aquele olhar de : ai, Ana, isso não vai dar certo. Estou com saudades da Erika e o Rodrigo, do Eduardo Sartorato, da Maria e do Renato, da Camila e o Rainer, da Daniella e do Bruno (Teti). Acho que estou com saudades da velha Ana, mas algumas mudanças são para sempre e ainda bem que os bons amigos também o são.
Amo vocês de todo o meu coração.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Bons ventos

Tudo que me fazia mal foi completamente diluído pela quantidade que andei chorando. Depois, tudo aquilo que permanecia me fazendo mal foi reconstruído só para eu ter a certeza de que quem comanda o meu arbítrio sou "eu". Mas quer saber? Adoro as ajudas que o tal destino costuma nos dar.  Recebi o seguinte conselho hoje: Aproveite estes próximos meses para celebrar a vida, Ana. De preferência, a dois! 
Parece até estranho, estar feliz com o conselho, depois que descubro que continuo solteira, mas pela primeira vez adorei a novidade. Afinal, celebrar a vida a dois tem que ser com um grande amor, ou com alguém que valha a pena construir uma história, o resto são bons elementos para nos ajudar a curtir a solidão. É bom estar assim livre para poder sorrir.   
Já acolhi o conselho, independente do que venha acontecer nos próximos segundos, sei bem o que quero e  o porquê o quero. O melhor do dia de hoje foram as ideias malucas, que andei compartilhando, todas elas fornecidas com muito carinho pelos amigos, obrigada pelos conselhos impublicáveis.  Nós temos vocação para a felicidade!
Querem saber o motivo da felicidade? Ah gente, vamos comemorar a beleza de estarmos vivos.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Intoxicação

Estou intoxicada por algo conhecido como desilusão. Cheguei naquele momento em que não encontro mais nenhum tipo de esperança para os sonhos que acalentava enquanto menina. Parece dramático? Talvez. São as mudanças causadas por um seticismo agudo, possívelmente porque os contos de fadas, que passei minha infância me alimentando, ganharam tons de cinza. 
Ainda tenho prazer em aproveitar um dia ensolarado. Assim como, de ver um bom filme e respirar o ar puro a beira mar, mas agora perdi o "tesão" por outras coisas que ano passado me pareciam bem mais interessantes e caras. Parece que o sofrimento em troca apenas de sacríficios "ns" perdeu o sentido e um pouco da graça. Quer saber? Estou ouvindo meu "ego" clamar desesperadamente por um outro tipo de reconhecimento. Algo que me permita pagar pelos meus sonhos. Claro, que tenho muito a agradecer, afinal, não nos deram o livre arbitrio à toa. A minha decepção é resultado das minhas escolhas se em parte elas foram ruins, por outro lado elas me fizeram crescer e compreender que a frustração é algo para ser superado.
Queria uma ano sabático, tipo com uma mochila nas costas rodando o mundo à procura de um outro "eu"!